Na noite de sexta-feira (23/10), o Sindicato realizou Assembleia com os Profissionais da Educação ACTs e servidores efetivos da Prefeitura de Pinhalzinho. Diante da falta de uma proposta viável do Governo para atender às reivindicações dos ACTs, a categoria aprovou, por unanimidade, a realização de greve.
A Assembleia foi coordenada pelo presidente do Sindicato, Robison Risso; pela presidenta da Coordenação Municipal, Marilene Lauermann; e pelo secretário de Organização Sindical, Eleandro Fantinel.
ACTs cobram compensação financeira
O primeiro ponto da pauta foi a situação dos Profissionais da Educação ACTs, cujos contratos terminam em 14 de dezembro de 2026. O encerramento nessa data gera prejuízos financeiros à categoria, especialmente em relação ao pagamento do 13º salário e das férias proporcionais.
Integrantes da Comissão de Negociação, que participaram da reunião com o Governo na quinta-feira (22/10), relataram aos presentes os encaminhamentos do encontro e a expectativa de uma resposta à reivindicação de compensação financeira para os profissionais afetados.
Na tarde de sexta-feira, o Governo encaminhou um ofício com esclarecimentos sobre o encerramento dos contratos temporários e o pagamento proporcional do 13º salário e das férias. No entanto, não apresentou nenhuma proposta concreta de compensação financeira para os trabalhadores.
Diante da ausência de uma resposta efetiva às reivindicações, os profissionais reafirmaram a necessidade de uma solução que evite prejuízos à categoria.
Servidores efetivos também demonstraram preocupação
A Assembleia também discutiu o Projeto de Lei Complementar nº 0017/2026, que tramita na Câmara de Vereadores de Pinhalzinho e propõe alterações nos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração dos Servidores Públicos Municipais, com mudanças nas regras do Adicional de Titulação e da Progressão por Mérito.
Após os esclarecimentos apresentados pelos dirigentes sindicais, foi constituída uma comissão formada por servidores efetivos de diferentes secretarias municipais. O grupo deverá se reunir com os vereadores para explicar as preocupações da categoria e os possíveis impactos das alterações propostas, caso o projeto seja aprovado.
Greve aprovada por unanimidade
Ao final da Assembleia, diante da ausência de uma proposta do Governo para atender à reivindicação dos Profissionais da Educação ACTs, a Direção do Sindicato colocou em votação a realização da greve.
A decisão foi unânime: a categoria aprovou a greve!
A Direção do Sindicato irá protocolar o Comunicado de Greve nesta segunda-feira (26/10). No documento, a Direção reforça, mais uma vez, a importância da negociação e cobrará do Governo a apresentação de uma proposta viável que atenda às reivindicações dos trabalhadores.
A greve está prevista para começar no dia 3 de novembro, caso não haja avanços nas negociações.
A decisão está tomada, mas a negociação continua sendo o caminho para evitar a Greve. O Governo ainda tem a oportunidade de apresentar uma proposta concreta e construir uma solução que respeite os direitos dos Profissionais da Educação ACTs.
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