Servidores da prefeitura de Nova Erechim realizam greve histórica

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Nova Erechim – As tentativas de negociações para chegar a um acordo foram incalculáveis, mas não teve jeito, o prefeito de Nova Erechim Nédio Cassol (MDB) não cedeu as reivindicações apresentadas pelos servidores.

As principais reivindicações e motivos que levaram os servidores à greve foram: 1,69% de reposição e 4% de aumento real ao vencimento. O Sindicato solicitou à administração que o projeto de lei que prevê o reajuste dos servidores, fosse encaminhado à categoria antes de ser enviado à Câmara de Vereadores, mas demonstrando mais uma vez a intransigência, o prefeito já colocou o projeto de reajuste ao Legislativo e o mesmo prevê 1,56% de reajuste e 5% de aumento no vale alimentação.

A greve histórica no município, iniciou na manhã de terça-feira (5), com chuva, frio e neblina, motivos que fizeram os servidores se concentrarem na quadra coberta. Durante a manhã os servidores caminharam até a prefeitura, com seus guarda-chuvas, para dar início a Assembleia permanente de greve.

Em frente da prefeitura, faixas foram fixadas com frases que demonstravam a indignação dos servidores frente ao impasse causado pelo prefeito Nédio Cassol (MDB). Uma comissão foi formada para tentar negociar, mais uma vez com o prefeito e tentar chegar a um acordo.

Quase ao final da manhã, o prefeito chamou a comissão para negociar, mas demonstrando autoritarismo, exigiu que a presidenta do SITESPM-CHR Vania Barcellos não estivesse na reunião. Durante a reunião, com o prefeito, os integrantes da comissão falaram sobre suas insatisfações relacionadas ao tratamento do prefeito com os servidores, sobre as falas equivocadas espalhadas à população e a indignação em não ter às reivindicações econômicas dos servidores atendidas.

A comissão apresentou ao prefeito uma nova proposta, que consiste em adequar a tabela salarial dos servidores possibilitando aumento real ao vencimento dos cargos que se enquadram até a faixa salarial de R$ 2 mil, aos demais servidores conceder a reposição salarial de 1,69% e o reajuste no auxílio alimentação. Mas essa proposta também não foi aceita pelo prefeito e os servidores saíram ainda mais insatisfeitos e indignados da reunião.

Era passado do meio-dia, quando novamente os servidores se reuniram na quadra coberta, para repassar as informações da reunião e foi decidido que os mesmos permaneceriam em greve por tempo indeterminado.

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