“Nós queremos uma vida segura que passa por controlar e debelar a pandemia.” Confira o artigo do Presidente da Federação dos Trabalhadores Municipais de Santa Catarina, Lizeu Mazzioni.

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Escrevo de Chapecó, aonde nesse momento a pandemia continua crescendo, com poucos obstáculos dos humanos e suas autoridades constituídas.
 
Existe retorno seguro no pico da pandemia, sem vacina e alta taxa de transmissão (Rt)?
 
Quem está no comando em SC?
 
As autoridades constituídas ou o vírus?
 
Volta (aulas presenciais) segura nesse momento de agravamento da pandemia é mais uma opção negacionista que afronta a ciência, a vida dos catarinenses e o bem-estar social.
 
A cada dia mais doentes estão sem atendimento adequado – nos corredores e portas dos hospitais, nas UPAS, nas unidades de saúde e agora também em casa.
 
Não passou da hora a necessidade de conter a circulação do vírus, que implica em cuidados pessoais mas que depende estrategicamente da redução da circulação da massa humana?
 
Que inteligência é essa que investe 11 meses no distanciamento social e aulas online, dá uma enorme contribuição no combate da pandemia, salva vidas e evita o caos e agora joga tudo fora por precipitação de dois ou três meses que a vacina e a manutenção do distanciamento social poderiam efetivamente controlar a pandemia e criar um ambiente de menos risco porque seguro só quando o vírus parar de circular?
 
Que inteligência é essa das autoridades e instituições de Santa Catarina que não priorizaram a vacina – não investiu em pesquisa e fabricação, não fez contratos com laboratórios, não cobrou no tempo certo do governo federal, mas aprovou uma lei definindo uma data de retorno às aulas presenciais independente da realidade da pandemia e usa essa lei como uma camisa de força sobre os catarinenses – sobre os professores – os pais e as crianças?
 
Que inteligência é essa que acusa a exclusão digital como impeditivo de viabilidade mínima da expcionalidade das aulas online mas não investe nada para viabilizar a inclusão digital de todas as nossas crianças e jovens?
 
Volta segura das aulas presenciais no pico da pandemia e na véspera da vacina dos grupos de risco e dos trabalhadores da educação, pelo menos?
 
Não temos o direito de errar no combate da pandemia!
 
Não contem comigo e com o movimento sindical dos trabalhadores da educação para essa perigosa precipitação das aulas presenciais nesse momento.
 
Nós queremos uma vida segura que passa por controlar e debelar a pandemia.
 
Quanto mais tempo a pandemia for mantida em altos índices, mais prejuízos.
 
Que volta segura é essa que marcou data e não considera o agravamento da pandemia?
 
Volta segura das aulas presenciais só com a redução da circulação do vírus e vacinação dos idosos, das pessoas com comorbidades e dos trabalhadores da educação, pelo menos.
 
Quem investiu 11 meses nessa busca, seria inteligente investir mais dois, três meses, sob pena de alongar a crise para muitos meses mais.
 
Lizeu Mazzioni
Presidente da Federação dos Trabalhadores Municipais de Santa Catarina.
 

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