Diretamente de Brasília recebemos um recado especial das Servidoras Municipais que representam o SITESPM-CHR na 7ª Marcha das Margaridas

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Com o tema “Margaridas em Marcha pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver”, um grupo de mulheres servidoras da base organizada do Sindicato se juntou como uma teia ou rede, com mulheres de todo o Brasil, com o objetivo de aproximar práticas, exercitando a escuta, colheita e partilha de conhecimentos e experiências, do campo, da cidade e das florestas.

Ontem aconteceu, no Senado Federal, uma homenagem à Marcha das Margaridas. Durante todo o dia aconteceram plenárias, painéis temáticos, oficinas lúdicas e atividades diversas.

Hoje a saída da Marcha em direção ao Congresso Nacional iniciou as 7horas, onde também acontecerá o encerramento da Marcha com a presença do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Quem foi Margarida Alves?

Margarida Maria Alves foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileira, e teu nome é hoje um símbolo da luta pela igualdade de direitos para as mulheres do campo através da Marcha das Margaridas, que assim é chamada por homenagear essa mulher aguerrida da Paraíba. Margarida foi também uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país.

Entre as lutas travadas pela sindicalista estão a busca pela contratação com carteira assinada, o pagamento do décimo terceiro salário, o direito das trabalhadoras e dos trabalhadores de cultivar suas terras, a educação para seus filhos e filhas e o fim do trabalho infantil no corte de cana.

Em função de sua luta por direitos, não tardou para que começassem as intimidações à atuação combativa de Margarida. Porém, a resistência de Margarida não superou a tirania dos latifundiários. A vida de uma das primeiras líderes sindicais do país foi cruelmente encerrada por matadores de aluguel a mando de fazendeiros da região de Alagoa Grande. Margarida foi brutalmente assassinada em 12 de agosto de 1983, aos 50 anos, na porta de sua casa, na frente do único filho e do marido.

O crime segue impune, mas seu legado permanece vivo. A cada quatro anos, a luta de Margarida Maria Alves mobiliza milhares de mulheres das cinco regiões do país rumo à Marcha das Margaridas, que leva e revive seu nome e sua memória. Eles não sabiam que Margarida era semente.

Confira uma foto das representantes do Sindicato presentes na Marcha e um vídeo especial das dirigentes Manira e Leonides.

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